Duzentos municípios do RS decretam situação de emergência por conta da estiagem
Outras 26 cidades informaram por meio de sistema danos em razão da falta de chuvas.
Publicado em 12 de janeiro de 2022
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Os danos provocados pela estiagem têm alcançado altos índices no Rio Grande do Sul. De acordo com a Defesa Civil, 200 municípios gaúchos já decretaram situação de emergência em decorrência do problema. A partir da medida, as cidades estão autorizadas a buscarem ajuda junto aos governos estadual e federal. Outras 26 cidades já informaram por meio de sistema que tiveram contratempos por conta da falta de chuvas, mas ainda não fizeram o decreto. 

Em visita a Santo Ângelo nesta quarta-feira para avaliar a situação da estiagem no Estado, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou que chegou ao RS "não para trazer falsas esperanças, mas para ver o que é possível fazer pelo produtor".

Segundo ela, o Brasil é um País de proporções continentais, com problemas graves na agropecuária no momento, de características diferentes da seca, como é o caso das inundações na Bahia e em Minas Gerais. "Precisamos pensar em soluções estruturantes", refletiu a ministra, destacando que, especificamente em relação à estiagem, é preciso focar na distribuição de água, com a perfuração de poços e construção de açudes. 

Ministra durante visita ao RS hoje | Foto: Eduardo Loveira / Fetag / Divulgação / CP

As principais entidades representantes da agropecuária no Estado entregaram para a ministra um ofício. No documento, as instituições apontaram que as enormes perdas de produção e os prejuízos econômicos poderiam ser minoradas, caso fosse possível fazer reservação de água no RS. 

Elas enfatizaram ainda que em solo gaúcho chove mais que o suficiente ao longo do ano e há tecnologias adequadas para fazer a reservação, mas "falta bom senso, equilíbrio, e responsabilidade ao serem colocadas filigranas jurídicas à frente da tragédia que é a seca para quem depende do campo em seu sustento."

Em Alegrete, município na Fronteira-Oeste que já decretou situação de emergência, os produtores mencionaram perdas consideráveis nas lavouras e na pecuária. Eles destacaram também escassez de água nas fontes naturais e nos açudes que abastecem o consumo humano e animal. 



Fonte: Correio do Povo
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